Cuidados com a Paixão Nacional

Ele reina absoluto na preferência nacional, sem ameaças. Talvez por isso, o bumbum, essa espécie de símbolo do corpo feminino brasileiro, seja sempre tão visado e exposto à análise pública. Cá para nós, uma maldade: como, por culpa da genética, a mulher acumula muita gordura nessa região, nem sempre a situação está totalmente sob controle. Manter o “derrière” durinho, lisinho e certinho é tarefa que exige bastante empenho, leia-se, principalmente, boa alimentação e exercícios físicos. Mas tudo tem suas compensações. Afinal, a auto-estima também acompanha este movimento dos quadris.

Toda mulher conhece muito bem os problemas que a “comissão de fundos” pode apresentar. Flacidez, celulite e estrias são apenas os principais, como se já não fossem o bastante. E nunca é tarde para começar a guerra contra eles, embora algumas pequenas medidas diárias, se já forem seguidas, diminuam muito o sacrifício da batalha.

Um exemplo disso é a celulite. Ela começa com um problema de circulação, acumulando toxinas nos tecidos, gerando irregularidades na pele, as pavorosas crateras. Existem quatro graus de celulite. Para a nossa “sorte”, é o penúltimo mais grave o mais comum na região das nádegas. Como é uma região de muito acúmulo de gordura, as fibras de colágeno se endurecem e formam as fibroses, que são como se fossem cicatrizes e causam os furinhos na superfície da pele. Dependendo do estágio, o tratamento com cremes de massagem e injetáveis à base de adipol, celulinol ou cafeína, aliado à drenagem linfática manual, dá um ótimo resultado. Mas também não faltam novidades para aniquilar essa maldita. Uma delas é a endermoterapia. “É um tratamento de desfibrosagem, depressomassagem e a depressodrenagem, por meio de movimentos de sucção e rolamento. Trabalha combatendo as ondulações provocadas pela celulite, a gordura localizada e auxilia a redução de medidas”, explica a esteticista Adriana Vital, do UP HAIR MAKE UP.

As estrias são um outro drama comum. Especula-se (e só mesmo os cegos para duvidarem dessa estatística) que ela atinja 90% das mulheres. As estrias são um sinal de fraqueza da pele, que teve suas fibras de colágeno rompidas. Quando ainda estão avermelhadas, sinal de serem recentes, são passíveis de tratamento. “O bumbum responde muito bem à mesoterapia e aos ácidos retinoico e glicólico”, adianta Adriana. “Se for tarde e as estrias já estiverem esbranquiçadas, é possível disfarçá-las com alguns cremes que ‘colorem’ as estrias brancas ou com a microdermoabrasão, um tratamento feito em clinica, que tira o aspecto de cicatriz da estria. Ela trabalha com a sucção e a renovação da epiderme, ativando o colágeno e melhorando a circulação sanguínea, alisando a superfície”, explica a esteticista.

Já para a flacidez, ainda não inventaram nada melhor do que a malhação. Os resultados aparecem em dois ou três meses, mas é preciso muita disciplina e força de vontade. As séries têm de ser feitas pelo menos três vezes por semana.

A pele do bumbum também não pode ser esquecida. Ainda nesta época de calor, dois probleminhas típicos da região costumam detonar visuais: a cerose folícula e a foliculite, aquelas famosas bolinhas vermelhas que deixam a pele áspera e com aspecto de ralador. Elas também aparecem nas coxas e nos braços. O tratamento é feito com um esfoliante, ácido salicílico e ureia. No entanto, esses cuidados devem ser tomados com a ajuda de um médico, porque o uso dessas substâncias pode trazer irritações para a pele.

Olho vivo também no guarda-roupa. Peças muito justas, principalmente o jeans e malhas úmidas, em contato com a pele por muito tempo, geram a foliculite. O tratamento dessas pequenas espinhas é feito com cremes antibióticos.

 

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